Antes de me mudar para a Suécia, no verão de 2015, decidi pegar nas minhas poupanças e investir numa viagem aos EUA. E qual é a melhor forma de visitar os EUA? Sobre rodas. Entrem no meu carro literário e acompanhem esta viagem na primeira pessoa.USA map

Miami

O destino foi escolhido também pelo facto do meu namorado ter família a viver lá. Primos e tios convenientemente localizados em Miami e em São Francisco: os pontos de partida e chegada ficavam assim definidos. Voámos de Gotemburgo para Miami, onde fomos recebidos com um calor sufocante, mas o ar condicionado é levado muito a sério nos EUA e assim que chegámos ao carro a temperatura desceu.

A primeira paragem foi a Ocean Drive: uma excitante mistura entre palmeiras, carros modificados, restaurantes e bares. O sol estava a pôr-se quando me descalcei para molhar os pés daquele lado do Atlântico. A água estava quente e a agitação nas ruas começava a crescer para mais uma noite animada.ocean-driveFoi tempo para encontrar um restaurante e pedir as maiores margaritas que já vi, verdadeiros aquários em forma de cocktail. Deliciámo-nos com uns tacos picantes e seguimos para Port of Saint Lucie, onde a tia do Oscar vive. Uma das coisas que percebi rapidamente é que as medidas nos EUA são extremamente exacerbadas. Nem falo no sistema de conversão que é aquela loucura que transforma 2 gallons em 1,89 litros. Falo das bebidas “pequenas” nos restaurantes e do tamanho dos carros e das estradas. Nunca me senti tão minúscula.

No dia seguinte, estava planeada uma tarde de paddle, mas uma típica trovoada da Florida não deixou. Acabámos por dar um mergulho na mesma e pudemos ver uma série de pelicanos a pescar a poucos metros de nós.miami-beach

 

Orlando

A próxima paragem era Orlando. Sim, fomos a um parque temático. The Wizarding World of Harry Potter. Escusado será dizer que tanto eu como o Oscar somos dignos de ser chamados “potter heads”. A prima do Oscar e o marido acompanharam-nos num dia de montanhas-russas, cerveja de manteiga e sapos de chocolate. Mais uma vez, ao final do dia a chuva torrencial estragou-nos os planos de algumas horas de diversão, já que todas as diversões ao ar-livre encerraram, por isso seguimos em busca de um hotel.

Na nossa inocência, achámos que podíamos entrar no lobby e conseguir um quarto. À moda antiga. Não foi possível, estava tudo cheio. Voltámos para o carro e reservámos então um quarto no mesmo hotel através do booking. Salvos pela internet.

Orlando é uma cidade temática só por si: mais de doze parques temáticos, hotéis a sobrar e uma aposta clara na diversão. Não passeámos muito, mas bastava um olhar à volta para encontrar pelo menos um parque temático e um hotel.

 

Este artigo também foi escrito em Inglês. Clique aqui para ler a versão inglesa.