No nosso dia a dia está cada vez mais presente o debate sobre a participação de cada um na construção de um mundo melhor e sobre a capacidade social de exigir e gerar mudanças.

Neste processo o poder de cada um nem sempre é reconhecido e nesta questão da participação há três grandes mitos que muitas vezes deixamos que nos demovam ou pelo menos nos atrasem.

O mito um é o “TUDO OU NADA” que reforça a ideia que só há duas hipóteses ou não te importas com absolutamente nada do que te rodeia ou fazes tudo certo para o ambiente, os animais, as pessoas (preferencialmente és um ermita que se alimenta de luz solar).

Talvez o mais perigoso de todos seja o mito segundo o qual “NÃO FAZ DIFERENÇA PARTICIPAR”. Este normalmente vem acompanhado de frases como “sozinho não podes mudar nada” ou “isso é maior que tu e maior que nós”.

Também já todos passámos pelo momento “SÓ IMPORTA SE FOR EM GRANDE ESCALA”. A ideia base é que há grandes problemas e por isso só podemos ter grandes soluções. Isto retira a importância das transformações de proximidade e a pequena escala que são fundamentais.

Acontece que nenhum destes mitos faz sentido! Cada um de nós é um agente transformador em todas as atitudes e escolhas ao longo da vida.

Então podemos transformar o mundo? Sim, querendo ou não estamos a transformar a realidade a cada atitude. Mas para sermos a mudança que queremos ver no mundo (como propunha Gandhi) precisamos de criar novos padrões, ter plena consciência do nosso poder e utilizar as melhores ferramentas como a Informação e conhecimento, a capacitação e a cooperação.

Em primeiro lugar a informação porque só reconhecemos os problemas e percebemos de que forma podemos fazer parte da solução se estivermos bem informados. Ser critico e exigente com a informação que recebemos e passamos é cada vez mais importante.

Por outro lado, para construir o mundo em que acreditamos é necessário que haja capacitação para a participação plena. Acontece que a capacidade de participação depende de muitos fatores e está muitas vezes toldada por preconceitos e estereótipos, especialmente em grupos por norma excluídos por questões de género, raça, posicionamento socioeconómico ou por diversidade funcional e intelectual.

É urgente dar espaço e criar condições para a participação de todos e todas em processos de participação inclusivos. Um mundo construído e decidido exclusivamente por um grupo com características e necessidades semelhantes não pode nunca ser um mundo de todos e todas.

Uma comunidade é sempre infinitamente maior que a soma dos seus membros e a cooperação é um motor de transformação superpoderoso. Existem milhões de redes e organizações que favorecem a circulação e a troca de informação, a partilha de experiências, a colaboração, a aprendizagem coletiva aumentando o poder de pressão do grupo para criar e exigir alterações positivas.

Entrar numa organização ou rede de cooperação pode ser a melhor forma de desenvolver o nosso potencial enquanto agentes transformadores.

Nós com a MONTRA / THE WINDOW estamos a participar na transformação em que acreditamos e convidamos todas as pessoas e organizações a juntarem-se a nós neste caminho. Para isso podem juntar-se à nossa rede e seguir as ideias e desafios que vamos lançando através das Call for Talent e Capsule Challenges. Dêem-nos ideias e partilhem o que estão a fazer para mudar o (vosso) mundo.

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