O mês passado falei-vos sobre minimalismo e de como é que ele pode simplificar muito as nossas vidas. Hoje quero incentivar-vos a experimentar um desafio que coloquei a mim mesma o ano passado, e que tem um carácter muito minimalista. Quem já pesquisou sobre este assunto, percebe rapidamente que o minimalismo também passa pela roupa que usamos. Não estou a falar do minimalismo estético, e de só usarmos tons monocromáticos, mas sim de usar um número limitado de roupa e calçado.

Para muitos isto pode parecer uma tontice, para quê limitar as minhas opções se hoje em dia nas lojas encontramos coisas tão giras, e a preços tão acessíveis? Quanto mais peças melhor! E é por isso é que para muitos isto é um desafio…

O desafio que vos trago é muito simples. Durante 3 meses só podem usar 33 peças de roupa, calçado e acessórios. Esta ideia não partiu de mim, mas sim de uma das maiores referências do minimalismo, a Courntey Carver.  Não se assustem, roupa interior, para fazer desporto, e para dormir não contam para o desafio, tal como os acessórios e joalharia que usamos todos os dias e nunca tiramos (por exemplo a aliança de casamento).

O número 33 foi o desafio que a Courtney colocou a si mesma, mas para quem tem uma quantidade absurda de roupa a minha proposta é começar por algo menos ambicioso, a ideia é que seja um desafio divertido, e que não se torne numa dor de cabeça.

Porque é que vale a pena fazer este desafio? Este é um daqueles desafios que nos faz crescer, ver as coisas de uma outra perspectiva, ao mesmo tempo que não temos que sofrer horrores. É simples, tangível, e o que retiramos daqui é algo muito mais profundo do que possam imaginar. Retirar o foco das aparências, ganhar tempo, e poupar dinheiro foram só algumas das lições que retirei com este projecto. E uma certeza, nunca mais vou ter o meu armário a abarrotar.

Como nota final, adorava colocar o desafio a todas as pessoas que têm uma grande quantidade roupa. Acreditem que este desafio puxa mesmo pela nossa criatividade.

Podem no meu blog pessoal saber mais sobre a minha experiência, e descobrir como sobrevivi à mudança de estação com opções limitadas.

 

Este texto foi traduzido para inglês. Clique aqui para ler a versão inglesa.