Estarmos vivos implica de alguma forma ter um impacto no meio ambiente. No nosso quotidiano, esforçamo-nos para diminuir esse impacto.

No entanto, parecemos preocupar-nos mais com esta questão quando estamos em casa ou no nosso ambiente. Quando vamos de férias, a nossa pegada ecológica deixa de ser uma preocupação tão vincada. Tal acontece, acima de tudo, porque queremos desfrutar ao máximo dos sítios que visitamos.

Hoje, trago-vos algumas dicas (estando em viagem) que nos mostram como é possível viajar e desfrutar de tudo, mantendo uma preocupação com o nosso impacto.

  • Utilizar transportes públicos. Caso tal não seja possível, pesquisar apps que permitam a partilha de táxis.
  • Fazer compras no comércio local e evitar grandes superfícies. Para quê dar mais dinheiro a grandes cadeias, quando podemos influenciar directamente a vida de pequenos comerciantes?
  • Escolher bem as tours. Muitas vezes, é reduzida a percentagem que vai para o staff (motorista, guia), comparada com a que vai directamente para a empresa. Antes de reservar a tour, perguntar directamente o valor dessa mesma percentagem.
  • Optar por experiências que sejam enriquecedoras, tanto para a população local como para o turista. Uma vez, fiz uma tour que consistia visitar uma tribo indígena. Quando chegamos ao local, percebi que a tribo sentia-se tanto desconfortável como invadida pela nossa presença. Assim sendo, opto sempre por fazer tours que tenham em conta a privacidade dos nativos, principalmente em zonas remotas e escolho tours que ajudem a economia local. Costumo reservar as minhas visitas em pequenas empresas ou através de guias certificados.
  • Investigar para lá do que lemos no guia. Os guias tradicionais de viagem são práticos e informativos, mas não reflectem o contexto histórico e social real.
  • Antes de iniciar viagem é importante perceber o que se passa em termos políticos, económicos e sociais. Quanto mais informados estivermos, mais fácil será relacionar os factos históricos com a realidade. Ser turista vai muito além do que visitar as principais atracções de uma cidade. É, também, aprender a viver com os locais e absorver as suas experiências.
  • Não contribuir para a exploração animal ao visitar zoos ou outros locais onde os animais estejam em cativeiro, muitas vezes sedados, para que possamos tirar-lhes fotografias, de forma segura.

 

Como podem ver, estas dicas são fáceis de pôr em prática e não diminuem em nada a nossa experiência.

 

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